Nossa Roadtrip pelo Canadá (parte 3)

ELISABRENNERCanadá, RoadTrip6 Comments

Como eu comecei contando nesse post, eu e a minha família fizemos uma pequena roadtrip pelo Canadá, no final de 2015 e início de 2016. Eu expliquei aqui sobre o nosso segundo destino, Kamloops. E agora irei contar sobre as nossas aventuras em Vancouver. Depois de pegar temperaturas baixíssimas em Jasper (-20C com a sensação térmica de -29C) e muita neve em Kamloops, Vancouver com as suas temperaturas positivas pareceu um paraíso hahaha.

  • Kamloops – Vancouver

Nós tínhamos 4 dias para aproveitar Vancouver, então eu fiz um roteiro bem simplificado para tentarmos aproveitar tudo. Claro que não foi possível conhecer a cidade inteira, mas ficamos com uma ótima primeira impressão.

Dia 1 (29/12/2015)

Acordamos cedo e após tomar nosso café da manhã no Tim Hortons (French Vanilla para todo mundo ;D) fomos de carro para o Stanley Park, no caminho demos uma paradinha na English Bay  –  que fica localizada no cruzamento final das ruas Davie e Denman, ela é uma charmosa praia ao lado do Stanley Park e de frente para o Oceano Pacífico. Como o dia ainda estava clareando (no inverno daqui o sol só nasce depois das 8h da manhã), pudemos tirar algumas fotos com a lua.

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Seguimos para o Stanley Park, conhecido como o coração verde de Vancouver, tem um pouco mais de 4 km². O parque é realmente enorme e muito frequentado até no inverno. São várias áreas de lazer que comportam praias, trilhas, jardins, monumentos, diversão para crianças e muitas, mas muitas árvores mesmo.

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A melhor forma de conhecê-lo é de bicicleta, por lá existem várias para alugar. Como o nosso tempo estava meio corrido, deixamos para conhecê-lo de carro.

 

Paramos em alguns lugares para tirar várias fotos, um deles foi o Brockton Point, para conhecer os famosos 9 totens indígenas. Ao longo dos anos, foram encontrados vários totens em Vancouver e no entorno. As réplicas desses totens ficam agora expostas no parque – as peças originais, algumas das quais datando de 1880, estão espalhadas por vários museus. Os 9 totens apresentam histórias míticas que foram esculpidas por antigas tribos nativas e todos são pintados, exceto um.

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O 9º totem não pintado foi incluído em 2009 por Robert Yelton, membro da Squamish Nation, para marcar o lugar onde a família Yelton originalmente viveu. O totem é um tributo a sua mãe, uma das últimas pessoas a viver no Stanley Park.

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Ainda no Brockton Point, tiramos várias fotos no farol, construído em 1914.

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Como já estávamos por ali, fomos conhecer o Aquário de Vancouver (845 Avison Way; tel. 604-659-3552; aberto diariamente das 10h às 17h; C$ 34), inaugurado em 1956 e até hoje o maior do Canadá, com mais de 9.000m² e lar de mais de 70.000 criaturas, incluindo golfinhos, tartarugas, baleias beluga, lontras, leões marinhos, cobras, bichos-preguiça, enguias e muitos outros. O aquário defende a preservação dos oceanos e conscientiza os visitantes sobre essa causa por meio de várias mostras interativas. A renda da venda dos ingressos é usada para financiar projetos de conservação dos oceanos.

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Assistimos à apresentação dos golfinhos

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Terminamos o nosso dia passeando pela Marina de Vancouver e pelo Waterfront.

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Caminhamos até o famoso Canada Place que na verdade é apenas um centro de convenções, um hotel e um cinema, o que realmente chama atenção é a arquitetura do prédio, que parece um navio imenso, o teto – em formato arredondado e cheios de vincos – sugere velas de um grande navio – semelhantes a aqueles que descobriram a América do Norte, alguns séculos atrás.

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A impressão de navegar – sem sair do lugar – também se dá pelo fato do Canada Place estar cerca de 90% circundado por água. A construção realmente parece se mover, principalmente quando nos aproximamos da proa.

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O céu esse dia estava um espetáculo à parte

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Dia 2 (30/12/2015)

No nosso segundo dia em Vancouver, fomos conhecer e tomar o nosso café da manhã no famoso Granville Public Market, localizado na Granville Island. Eu amo tanto mercados públicos que ainda vou dedicar um post para falar exclusivamente sobre ele.

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Saindo do mercado seguimos direto para a Chinatown, que é a maior de todo o Canadá, está localizada da E. Hastings até Union St., da Carrall até Gore St. Conhecida por suas lojas, salões de chá e restaurantes tradicionais, esta chinatown é mais antiga do que a própria cidade de Vancouver. Não achei nada sensacional, horrorosa como todas as outras. Eu não gosto de Chinatown, mas como a minha irmã nunca tinha conhecido nenhuma, resolvemos dar uma passada por ali.

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Fomos conhecer o Dr. Sun Yat-Sen Classical Chinese Garden, que é um jardim chinês super famoso.

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Com o nome do fundador da República da China e inspirado em jardins criados na cidade de Suzhou durante a dinastia Ming, é o primeiro jardim chinês clássico fora do país. Esse jardim tem duas partes, uma aberta ao público e outra paga. Só fomos naquela aberta do público, eu não sei se é porque estávamos no inverno, mas eu achei o jardim tão mal cuidado que nem quisemos conhecer o resto. Então seguimos para Gastown.

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Estátua do fundador de Gastown, “Gassy Jack” Deighton

Gastown, na minha opinião é o lugar mais lindo de Vancouver. O bairro é quase uma réplica de Londres, prédios de tijolinho à vista com amplas janelas, postes de metal pintados de preto com estilo antigo e a rua com calçamento de cerâmica ajudam a compor o cenário.

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Todos os prédios tiveram de ser restaurados a partir dos anos 70, porque um grande incêndio ocorrido em 1886 destruiu quase tudo. Na ocasião, o fogo transformou em cinzas cerca de 400 prédios da região central da cidade. Após a tragédia Vancouver foi totalmente reconstruída e hoje o que se vê são somente prédios belos e imponentes.

Almoçamos por lá na famosa Old Spaghetti Factory, um restaurante de comida italiana muito boa e barata (210 – 55 Water St. V6B 1A1, tel: 604-684-1288)

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Tem um bondinho de época dentro do restaurante!

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Cara de quem comeu muito!

O esquema do restaurante é o seguinte: quase todos os pratos acompanham um pão (quentinho assado na hora) com manteiga (experimente a manteiga de ervas) – para dividir, uma salada verde ou a sopa do dia, o prato principal (experimente a lasanha vegetariana), um copo de sorvete ou um café ou chá – tudo isso por mais ou menos $15, depende do seu prato principal.

O monumento mais visitado de toda Gastown é o Steam Clock, localizado na esquina das ruas Cambie e Water, o relógio à vapor, fabricado em 1875 e restaurado em 1977, tem quase 5 metros de altura apita de 15 em 15 minutos.

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Como já estava quase no fim do dia (no inverno o sol se põe por volta de 16h) corremos para English Bay para ver o pôr do sol, esse espetáculo da natureza é tão concorrido que a prefeitura da cidade espalhou na areia da praia diversos troncos de árvore que servem como banco. Mas como estávamos no inverno, quase não tinha ninguém.

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6 Comments on “Nossa Roadtrip pelo Canadá (parte 3)”

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