Nossa viagem à Grécia – Visita ao Vulcão de Santorini

ELISABRENNERViagem1 Comment

Quem acompanha o blog já percebeu que estou fazendo um série de posts sobre a nossa viagem à Grécia. Já contei nesses posts aqui sobre a nossa visita à Acrópoles e sobre o nosso segundo dia em Atenas. Também contei nesse post aqui sobre o nosso primeiro dia em Santorini.

Hoje vou contar sobre o nosso segundo dia em Santorini. Acordamos mais tarde e depois do café da manhã no hotel, nos buscaram para fazer um tour para conhecer o vulcão de Santorini.

Compramos esse tour pela agência que organizou a viagem, mas em Santorini tem várias agências que vendem vários pacotes e tours diferentes. Eu gosto de me programar então preferi já viajar com tudo acertado. O nome do tour que fizemos é Caldera Oia Sunset Boat Tour.

Do hotel fomos ao porto de Santorini, de lá embarcamos no Albatroz, barco de madeira estilo Kaiki, tradicional da região. Nossa primeira parada foi na ilha Palia Kameni (tradução do grego: Old Burnt) para nadar nas hot springs.

O barco não chega muito perto da ilha porque além de muito raso, o local é bem rochoso, então tivemos que saltar do barco e nadar até à ilha, aonde a água chega a temperaturas de 33 graus Celsius, o que não é tão quente assim, mas vale lembrar que estávamos no meio do mar.

Dá pra ver claramente a diferença da cor da água e é claro que até ali tinha que ter uma igreja!

A baía é bem lamacenta e a água tem um cheiro bem forte por causa da presença do enxofre eminente do vulcão.

Nossa segunda parada foi no vulcão de Santorini e ali aprendemos uma pouco da história da ilha. Em 1650 A.C. o vulcão entrou em erupção criando a região da caldera (foi essa mesma erupção que destruiu a civilização Minoan).

A ilha principal de Santorini e cidade de Thira vistas da ilha do vulcão de Santorini

Outras pequenas erupções se seguiram depois e duas outras ilhas se formaram: a ilha conhecida por Old Burnt (aonde fomos conhecer as hot springs) e a Nea Kameni (tradução do grego: New Burnt).

A ilha de New Brunt ainda é um vulcão ativo e é conhecido simplesmente pelo vulcão de Santorini.

A cara de felicidade de quem subiu num vulcão ativo e sobreviveu para contar a história

Para conhecer a ilha do vulcão é preciso pagar $1.50 euros por pessoa. Na ilha fizemos uma trilha de uns 30 minutos até o topo do vulcão.

O caminho é impressionante. Eu nunca tinha visto nada parecido na minha vida, até por que eu nunca tinha caminhado em um vulcão ativo antes.

As outras ilhas menos famosas do arquipélago de Santorini. Essa maior é aonde nadamos nas hot springs e a menor não é habitada e nem turística

Não existe nenhum tipo de vegetação. Somente pedras. Pedras escuras formadas pela lava do vulcão.

No topo, vimos o centro do vulcão que por ainda estar ativo, emite gases e fumaça tóxica. Não ficamos muito tempo ali. A vista que se tem da ilha principal aonde ficam as cidades de Thira e Oia é deslumbrante.

De lá fomos até a ilha de Thirasia, uma ilha menor e pouco conhecida mas que também faz parte de Santorini.

Vimos muita pobreza em Thirasia – mas a ilha continua sendo muito charmosa

Nós tínhamos duas horas livre para conhecer a ilha, como não era tempo suficiente para subir até o vilarejo principal, preferimos ficar perto do porto, almoçar com calma e descansar.

A região do porto de Thirasia é cheia de restaurantes e lojinhas

Não me lembro o nome do restaurante, mas eu acho que nunca fui em um local tão grego durante a viagem, isso porque a ilha de Thirasia é praticamente intocada pelo turismo.

O restaurante que almoçamos ao fundo

Foi muito engraçado tentar conversar com o dono do restaurante (eu finalmente pude praticar meu grego e as minhas técnicas em mímica)

Lunch with a view

Depois do almoço, o Bruno aproveitou para entrar na água – com uma certa precaução, porque a região e até um pouco selvagem, então tinha muita vida marinha, como peixes e ouricos, bem próximo a praia.

A praia não é feita de areia e sim de pedras vulcânicas

A água é tão limpa e transparente (mesmo tão próximo ao porto) que dá para ver os ouriços do mar

De volta ao barco Albatroz, navegamos de volta a ilha principal de Santorini. Desembarcamos no porto da cidade de Oia. A cidade em si fica cerca de 100 metros acima do mar, então do porto até a vila só tem um jeito de subir: de escada.

São 300 degraus e a subida é bem puxada. Também é possivel pagar $6.00 euros e subir a escadaria montado em um dos vários burros.

São vários burros que sobem e descem a escadaria o dia todo. Eles até parecem ser bem tratados mas eu jamais gastaria um centavo com esse tipo de exploração. Subimos a pé e não foi fácil.

Oia (pronuncia-se Ia) é a vila mais famosa (e mais cara) de Santorini. Ela tem a arquitetura bem tradicional de casinhas brancas com portas azuis e várias igrejas de cúpula azul com três sinos em cima. A cidade é maravilhosa.

Mais uma vez eu enloqueci tirando fotos. Como eu tinha entrado no mar la nas hot springs, meu cabelo estava um desastre, então eu fiquei meio chateada por não estar tão bem nas fotos.

Assim como em Thira, no centro da vila não passam carros,  então as ruas são bem estreitas.

Paramos para tirar foto em alguns pontos específicos, como a Catedral de Oia.

A igreja também é conhecida pelo nome de Panagia of Platsani, também foi destruída pelo terremoto de 1956. O local é super turístico e vale a pena a visita.

De lá fomos até as ruínas do castelo de Oia, também conhecido pelo nome de castle of Agios Nikolaos. O castelo foi construído durante o século 15 e também foi destruído em 1956 e não foi restaurado, hoje restam apenas ruínas.

As ruínas do castelo de Oia lá na frente

Do castelo se tem uma vista maravilhosa de Oia, Thira, e do vulcão de Santorini.

Vila de Oia vista do castelo

Não tem como ir em Oia e não ficar para assistir o pôr do sol. Eu já viajei bastante e juro que nunca vi um por do sol mais bonito na minha vida.

Não foi fácil arranjar um bom lugar para assistir o espetáculo da natureza. As pessoas começam a se posicionar cerca de 3 a 4 horas antes do pôr do sol.

Chega a ser engraçado, as pessoas se empoleirando por todos os lugares para esperar o pôr do sol. Algumas pessoas pegam mesa nos restaurantes para esperar maneira mais privada e mais confortável.

Dê um zoom nessa foto para ver as pessoas amontoadas para assistirem ao pôr do sol

Eu não estava disposta a ficar em pé esperando por horas. Depois de cansar de tirar fotos da cidade, conseguimos arranjar um lugar no topo de uma casa abandonada.

Pouco tempo depois o lugar estava cheio de pessoas. E esperamos… esperamos e finalmente o sol se pôs.

Deus está aqui, faça o seu pedido 🧡

Foi um dos maiores espetáculos naturais que eu já vi. Parece que o sol ali se põe de uma forma diferente. Isso sem contar com a iluminação alaranjada que tomou conta da vila de Oia.

Depois do pôr do sol e uma salva de palmas dos espectadores, tínhamos que voltar ao ponto de encontro, onde o ônibus nos esperava para nos levar de volta ao nosso hotel.

Não foi fácil sair daquela muvuca. Ficamos uns bons 10 minutos tentando sair do congestionamento de pedestres – imaginem todos aqueles turistas tentando andar por aquelas ruas estreitas ao mesmo tempo.

No próximo post vou contar sobre o nosso último dia em Santorini.

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One Comment on “Nossa viagem à Grécia – Visita ao Vulcão de Santorini”

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