Nossa viagem a Toronto – Parte 2

ELISABRENNERCanadá7 Comments

Dando continuidade a nossa viagem a Toronto (se você perdeu a parte 1 clique aqui) o nosso segundo dia começou agitado. Acordamos cedo e pegamos o metrô e descemos na estação St. George (da linha amarela), para conhecer a Universidade de Toronto a pé – clique aqui para ver o mapa virtual online.

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Dica: Se for usar muito o transporte público no mesmo dia, compre um DayPass custa $12. Nos fins de semana, ele é o mesmo valor e é válido para ilimitadas viagens em qualquer meio de transporte público da cidade para 2 adultos ou 1 adulto e até 5 crianças de até 19 anos ou 2 adultos e até 4 crianças de até 19 anos.

Depois do café da manhã no Tim Hortons, caminhamos pela St. George Street (sentido sul) que é uma rua linda e super arborizada. Nela fica localizada a imensa biblioteca Robarts Library que foi inaugurada em 1973 e possui mais de 4.5 milhões de livros. A sua arquitetura é geométrica demais e se assemelha a um triângulo equilátero. Cada ponta do triângulo é disposta de tal forma, que o prédio se parece com um pavão se observado do lado sul.

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De lá fomos caminhando até o Kings College Circle, de onde se tem uma visão incrível da CN Tower e do prédio magnífico da University College, que mais parece um castelo medieval. Como era domingo e ainda era cedo, não pudemos entrar para conhecê-lo.

University College

University College

Uma das portas laterais da Univversity College

Uma das portas laterais da Univversity College

Em seguida fomos em direção a Soldiers Tower, que foi construída 1924 e tem quase 44 metros de altura, ela ainda possui um relógio e 51 sinos. A torre homenageia os membros da Universidade que perderam suas vidas durante a I Guerra Mundial.

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Continuando o nosso passeio fomos até a Trinity College, que era o único prédio que estava aberto. Demos uma volta e conhecemos o seu jardim e capela.

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Cortamos caminho pelo Victoria’s Park e fomos conhecer o Victoria College, que é um prédio rosado, super diferente dos demais.

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Por ali fica o Burwash Dinner Hall, que é um refeitório para os alunos da universidade. Eu tinha lido no blog da Gaby (de onde um tirei todas as dicas de como conhecer a Universidade de Toronto a pé) que era possível comer no refeitório da Universidade como turista e que era bem barato.. e como estávamos por lá, decidimos arriscar.

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Depois de encher a barriga com um comida maravilhosa, vieram nos perguntar de qual curso nós éramos alunos! O que? Nós não somos alunos! Aí nos explicaram que as refeições só eram servidas para turistas durante o ano letivo (de setembro a maio). Eu acho que nunca senti tanta vergonha na vida hahaha Nos oferecemos para pagar e explicamos que nós não sabíamos dessa regra.. ainda bem que eles foram super educados e gentis e disseram que não cobrariam dessa vez, mas que poderíamos voltar outro dia, jantar e pagar pela nossa refeição.

Dica: Pergunte antes de sentar para comer em qualquer lugar, ok?!

Eu não sabia aonde enfiar minha cara!! Agradecemos, muito sem graça, e saímos dali quase que correndo, já para estação de metrô Museum Station e fomos até a estação Dupont Station e seguimos para conhecer a Casa Loma.

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A Casa Loma é um local muito turístico em Toronto, hoje em dia ela funciona como museu, mas em 1914 ela servia como residência para a família de Sir Henry Mill Pellatt. Com uma arquitetura meio gótica e meio medieval, a Casa Loma demorou 3 anos para ser construída, necessitou do trabalho de 300 homens e custou o equivalente a $3.500,00 dólares na época. 

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salão principal visto do segundo andar

A mansão tem três andares – sem contar o basement-, duas torres, uma biblioteca, sala de jogos, várias salas de refeição, vários quartos, um órgão, garagem e jardins lindíssimos.

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O mais legal da Casa Loma, na minha opinião é o túnel subterrâneo – para não precisar passar frio no inverno – que liga a casa aos estábulos e garagem. A família de Sir Pellatt morou na propriedade por apenas 10 anos, porque eles foram obrigados a sair de lá devido a problemas financeiros.

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estábulos e garagem da Casa Loma

A história completa da Casa Loma é bem extensa e precisaria de um post exclusivo para isso, mas se você ficou curioso, leia toda a história completa aqui. O ingresso custa $25 e funciona de segunda a domingo das 9:30 a.m. às 5 p.m.

Saindo de lá, voltamos ao metrô e descemos na estação Osgood St. e caminhamos pela Queen Street no sentido oeste. Essa parte da Queen Street é meio underground, mas muito interessante. Cheia de pedestres, turistas, lojas e restaurantes.. vale muito a pena passear por lá.

Mais a frente na Queen St. fica a Graffiti Alley, um beco cheio de graffitis que já apareceu até na revista Vogue. Ah e vale dizer que todos os graffitis dessa região são legalizados.

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Eu não sei vocês, mas eu não aprecio tanto esse tipo de arte.. então não achei tão interessante.. Acho que os graffitis são mais bonitos em fotos do que pessoalmente, sem falar que achei a rua super suja, fedida e estranha. Confesso que fiquei até com medo de andar por ali.

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pausa para foto “book de 15 anos” antes de sair correndo dali

Seguimos em direção a Spadina Ave, famosa por abrigar a Chinatown de Toronto. Eu já disse aqui no blog que detesto Chinatowns.. mas confesso que é o melhor lugar para comprar bobeiras e souvenirs.. Quando cansamos, entramos em um streetcar (ônibus movido a energia elétrica) e fomos até a estação de metrô Spadina Station, trocamos da linha amarela para a linha verde e fomos até a Bay Station.

Por ali fica o famoso Yorkville Park, que é a junção de 11 jardins diferentes com características distintas. A atração principal da região é uma pedra de granito de 1 bilhão de anos e 650 toneladas. Muitos moradores locais e turistas sentam por ali no final do dia para tomar um sorvete ou um café.

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Por ali ficam vários restaurantes e é super badalado a noite. Eu não sei porque, mas os “ricos e famosos” de Toronto adoram a região, então é bastante comum ver carros de luxo estacionados. Pensamos em jantar por ali, mas os restaurantes da região fazem jus aos seus frequentadores, e preferimos salvar nossos dólares para outros lugares hahaha

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o Yorkville é cheio de obras de arte e esculturas espalhadas.

Dicas e observações:

  1. Aconselho que esse passeio seja feito num fim de semana, de preferência aos domingos. Primeiro porque é possível economizar com transporte, usando um Daypass, e segundo porque algumas atrações da cidade não abrem aos domingos, e todas desse roteiro são garatidas que estarão abertas (ps.: a Universidade de Toronto não precisa estar aberta para conhecê-la, já que os prédios são bem lindos do lado de fora)
  2. Descobri que a Trinity College oferece refeições aos turistas durante o ano inteiro.. então se quiserem almoçar por ali, já sabem aonde ir.
  3. Antes de comprar alguma coisa na Chinatown, pesquisem preços pelas lojinhas! Existe muita diferença de preços, dependendo do local.

 

 

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7 Comments on “Nossa viagem a Toronto – Parte 2”

  1. Pingback: Kootenay National Park - Casei e Mudei

  2. Pingback: Nossa viagem a Toronto - Parte 4 - Casei e Mudei

  3. Pingback: Nossa viagem a Toronto - Parte 3 - Casei e Mudei

  4. Lorena

    Ai Elisa que saudade me deu de Toronto… Amo esse lugar. E aí o que achou de lá? Podia fazer um post depois comparando as cidades que já conheceu aí, contando as suas impressões, o que acha? Um beijo enorme!

    1. ELISABRENNER

      Oiii
      Eu já conhecia Toronto, fiquei lá por um mês em 2014, mas eu adoro a cidade!
      Gostei da ideia! Vou fazer um post comparativo sim hehehe
      Obrigada pela dica! Beijos

  5. MrsPEng

    Elisa que demais! Babei no passeio pela Universidade de Toronto!!! Que sonho!
    Parabéns pela viagem e obrigada pelo relato tão detalhado!

    1. ELISABRENNER

      Oii,
      A UofT é muito maravilhosa! Nunca tinha visto nada igual aqui no Canadá
      Obrigada! E fico feliz que tenha gostado do “detalhamento” ahahah
      Beijos

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